#Review: Mulher Maravilha

Titulo: Mulher Maravilha (Wonder Woman)
Ano: 2017
Duração: 2h:20min

Dyana Prince, a Mulher Maravilha é o terceiro grande elemento da trindade DC e chega ao cinema mostrando que não é necessário décadas e décadas de filmes para o sucesso, mostra que a simplicidade pode ser o melhor acerto.

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Dyana Prince (Gal Gadot)

O filme é extremamente bem construído, uma aula de storytelling, é um roteiro que mantem o ritmo sem a confusão como o que foi feito em Batman Vs Superman. No fim é uma historia bem contada e sem rodeios, mesmo com a introdução de Themyscira, o núcleo de Londres, o filme em nenhum momento se tornou massante. Além de conseguir passar bem a como é a personagem em si, um misto de bravura e inocência. Eu não diria que dá pra comprar o senso de justiça da Dyana mas mesmo assim ele é passado com extrema clareza. Além disso é ainda notável a luta da personagem não só dentro mas fora das batalhas, desafiando o “mundo dos homens” e o que ele representa.

Os alívios cômicos são bem pontuais, talvez só em um momento ele seja desnecessário.

A Gal Gadot (Dyana Prince) brilha em cena, mesmo a Mulher Maravilha não sendo minha personagem favorita, em um momento ou outro a personagem consegue arrematar uns sorrisos. O mesmo já não pode se dizer do Chris Pine, com uma atuação morna durante todo o filme.

Mas como nem tudo são flores, se por um lado o roteiro é uma aula de storytelling por outro a direção (Patty Jenkins) mostra uma total e completa ineficácia em cenas de ação, prova disso é o uso excessivo de câmera lenta, que serve apenas para tirar o foco do amplo e reduzir a cena como um todo, quando ela não usa a câmera lenta fica bem aparente a dificuldade de trabalhar grandes espaços, trabalhar o “caótico”.

Há ainda um trio “principal” na parte final que é completamente sub-aproveitado, estão lá apenas por estar, hora ou outra dando indicio de um melhor desenvolvimento, mas não passando de simples soldados em cena.

No ato final infelizmente tudo despenca, os vilões se amontoam e tudo se resolve em muito barulho. Vilões esses que sofrem de um problema recorrente em filmes do gênero, não tem o minimo de desenvolvimento com total falta de carisma. As cenas de ação, já abaixo da média, aqui viram um amontoado de CG mal feito, em determinado momento comprometendo toda a seriedade da cena. Talvez a parte final seja salva somente por uma única cena de beleza fotográfica indiscutível, onde tudo está no lugar que deveria estar e ainda passa a mensagem que deve passar.

No fim Mulher Maravilha não é nenhuma obra de arte, porém mesmo com furos aqui e ali é sem sombra de dúvidas o melhor filme da DCEU, uma prova que a DC pode entrar nessa briga cinematográfica. Mesmo que falte um bom caminho pela frente é um aviso de “eu estou aqui”, um passo na direção certa.

Shin

Publicitário e Otaku que tenta de tudo para espalhar a Cultura pop Japonesa pelo Brasil. Twitter Facebook

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